Inscrições devem ser feitas pela internet
Inscrições devem ser feitas pela internetFoto: Marcos Santos/USP Imagens

As inscrições para a seleção simplificada responsável pela contratação temporária de 172 profissionais para a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) de pernambuco serão encerradas nesta segunda-feira (23). São 35 vagas para nível superior, oito de nível técnico e 129 de nível médio para atuação nos Serviços de Acolhimentos Institucionais do Governo do Estado. Os salários variam entre R$ 1 mil e R$ 3,8 mil.

As vagas são para atuação no Recife e na Região Metropolitana, além do município de Garanhuns, no Agreste do Estado. As inscrições custam R$ 40,00 (nível médio e técnico) e R$ 60,00 (nível superior). O resultado final deve ser divulgado no dia 21 de novembro.

A seleção será feita em uma única etapa, por meio da análise da experiência profissional e dos títulos dos interessados. Os contratos serão temporários, com duração de 12 meses, prorrogáveis por igual período até o máximo de seis anos.

Há vagas nas áreas de advocacia, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, psicologia, terapia ocupacional e gestão social, além de técnicos de enfermagem e educador social. Para participar da seleção, é preciso preencher um formulário e enviar documentos, de forma eletrônica, através do site do Instituto Darwin.

O concurso do TJPE é alvo de polêmica desde a primeira segunda-feira pós prova, quando candidatos denunciaram ter presenciado falhas na fiscalização e o descumprimento de itens do edital
O concurso do TJPE é alvo de polêmica desde a primeira segunda-feira pós prova, quando candidatos denunciaram ter presenciado falhas na fiscalização e o descumprimento de itens do editalFoto: Cortesia

A Polícia Civil da Paraíba apura o envolvimento de membros de uma organização criminosa sediada em João Pessoa em fraudes no concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), realizado no último domingo (15). Ao menos três integrantes do grupo especializado em fraudar concursos públicos estavam inscritos nas provas do TJPE. Policiais da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) encontraram, durante a 4ª fase da Operação Gabarito, neste sábado (21), conversas citando o concurso no aplicativo WhatsApp.

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Mensagens de texto entre Flávio Luciano Nascimento Borges, um dos líderes da organização criminosa, e o guarda municipal do Recife Thiago Leão, que fez a prova do último domingo no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), foram obtidas pelo Portal FolhaPE, bem como áudios de uma conversa entre Flávio e o professor Dárcio Carvalho, que faz as provas de Direito, Português e Redação para o grupo.


Ao todo, foram analisados 15 mil arquivos digitais de membros da organização criminosa. De acordo com o delegado Lucas Sá, da DDF, foram repassados para a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) os nomes de Thiago Leão e de outros dois integrantes da quadrilha inscritos para o concurso, mas o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela aplicação das provas, não permitiu que a investigação fosse feita. "Repassamos para a PCPE a informação de que Thiago Leão, Poliane Alencar e Jamerson Hesídio fariam a prova, mas o IBFC não permitiu que os policiais entrassem no local de prova e realizassem a revista para verificar se eles estavam usando pontos eletrônicos", observou o investigador.

Os três suspeitos de fraudar o concurso do TJPE já foram presos por participarem do esquema criminoso em outros concursos. "Pelo menos 70 pessoas estão sendo investigadas. A Operação Gabarito está com cinco meses de investigações. Foram 34 presos até agora. Os primeiros presos devem ser sentenciados nos próximos dias. Destes, três mulheres estão em prisão domiciliar e há mais ou menos um mês 11 foram liberados mediante habeas corpus, entre eles Thiago Leão, Poliane Alencar e Jamerson Hesídio", ressaltou.

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Procurado pela reportagem, o TJPE informou que ainda não foi notificado oficialmente pela polícia. Por isso, só deve se pronunciar nesta segunda-feira (23). O certame, por sua vez, é alvo de polêmica desde a primeira segunda-feira pós prova, quando candidatos denunciaram ter presenciado falhas na fiscalização e o descumprimento de itens do edital durante o concurso. O grupo chegou a fazer um abaixo-assinado com 12 mil assinaturas pedindo a anulação.

"Em alguns concursos, como o do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que a organizadora colaborou com o trabalho da polícia, todos os integrantes do grupo foram presos e desclassificados. Caso a gente não consiga identificar as fraudes no concurso do TJPE, a única possibilidade que eu vejo é realmente o cancelamento", afirmou o delegado. O Portal FolhaPE tentou contato com o IBFC por telefone, mas não obteve sucesso.

Veja imagens de algumas conversas de integrantes da organização criminosa no WhatsApp:


Outras fraudes
Também são investigadas pela DDF fraudes em pelo menos quatro concursos realizados em Pernambuco. Além do TJPE, o grupo teria atuado também em provas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). "São pelo menos cem concursos em todo o Brasil", revelou Lucas Sá.

Modo de agir
O investigador detalhou que os criminosos contratam professores nas áreas especializadas do certame. Cada um faz as questões nas áreas que são contratados e envia imagens das respostas. A partir disso, as informações são repassadas por ponto eletrônico para os candidatos. "Normalmente os candidatos têm que pagar dez vezes o salário inicial. Inicialmente dá uma entrada e o restante após ser nomeado. Eles têm candidatos aprovados nos primeiros lugares em vários concursos", disse.

Candidatos que fizeram a prova do concurso do TJPE protestaram no Recife
Candidatos que fizeram a prova do concurso do TJPE protestaram no RecifeFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Candidatos que fizeram as provas do concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) no último domingo (15) realizaram um protesto em frente à sede do órgão, na Praça da República, área central do Recife, no fim da manhã desta sexta-feira (20). O grupo fez um abaixo-assinado com 12 mil assinaturas pedindo a anulação do certame. 

Uma comissão, formada por cinco candidatos, entregou a ata para o secretário de Gestão de Pessoas do TJPE, Marcel Lima, e para o diretor-geral do órgão, Ricardo Lins. A intenção é que o documento chegue ao presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo.

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Usando nariz de palhaço, os concurseiros seguravam cartazes com mensagens como “Respeito aos concurseiros!”, “Fora IBFC” e “Anulação já”. Cerca de 30 pessoas se concentraram em frente ao Tribunal de Justiça. Entre os candidatos estavam a advogada e organizadora do protesto, Andresa Barroso, de 41 anos.

Falando em nome do grupo, ela afirmou que todos os candidatos relataram que presenciaram descumprimento de itens do edital durante o concurso, insatisfação que foi propagada em publicações nas  redes sociais. “Não temos certeza se tivemos uma avaliação justa, com um princípio igual para todos. E queremos que o TJ se manifeste e apure os fatos”, relatou a advogada, enfatizando que  os problemas não foram relatos de casos isolados, mas de todos os candidatos.

Resposta
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Leopoldo Raposo; o diretor-geral da instituição, Ricardo Lins; o secretário de Gestão de Pessoas, Marcel Lima; e o chefe da Assistência Policial Militar e Civil, tenente-coronel Valfrido Curvêlo, participaram de reunião com quatro candidatos do concurso público para servidor do Judiciário estadual, que teve provas realizadas no último dia 15.

O encontro aconteceu no Palácio da Justiça, no Recife, no fim da manhã desta sexta-feira (20). Durante a conversa, os representantes do Tribunal receberam um abaixo-assinado, ouviram as manifestações e reivindicações dos candidatos e prestaram orientações a respeito de como agir para que as demandas possam ser apreciadas dentro do trâmite legal.

O TJPE reconhece a manifestação dos candidatos como legítima no sentido de ratificar a lisura do certame. O Tribunal de Justiça de Pernambuco reitera que não tolerará irregularidades de qualquer ordem no concurso, e, caso seja comprovada alguma, o TJPE tomará as medidas adequadas à situação.​

Entenda o caso:
Mais de 129 mil candidatos fizeram as provas do concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) no último domingo (15). Os exames, que foram realizados nos turnos da manhã e da tarde pela banca organizadora do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), foram alvo de críticas pelos candidatos e até pelos professores de cursinhos.

Entre as irregularidades citadas pelos concurseiros está a de que a folha da redação estava no verso do gabarito, que possuía todas as informações do candidato. A ausência de detectores de metal, salas super lotadas e troca de informações entre candidatos durante a prova também aparecem na lista de reclamações.

Campus da Universidade Federal de Pernambuco
Campus da Universidade Federal de PernambucoFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Os ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento autorizaram nesta quinta-feira (19) a criação de 1,9 mil vagas, a serem incluídas em 2017 e 2018, para bancos de professor e para o quadro técnico-administrativo das universidades federais. Há vagas para Pernambuco. A Portaria Interministerial 316, de 9/10/2017, foi publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o MEC, em Pernambuco haverá vagas paras as Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

A Universidade Federal de Pernambuco terá, este ano, seis novas vagas para professor de nível superior na instituição e mais três para as unidades de ensino básico, técnico e tecnológico ligadas à UFPE. Já a Universidade Federal Rural de Pernambuco terá, para 2018, mais 43 vagas para professor.

Para cargos de servidores técnico-administrativos, estão previstas sete novas vagas para UFPE este ano, enquanto, para a UFRPE, serão mais cinco vagas em 2017 e, para 2018, 33 vagas. A assessoria de comunicação do MEC explica que caberá a cada instituição a realização da seleção.

Na Univasf, estão previstas 41 novas vagas de professor para o próximo ano e, para os cargos de técnico-administrativos, mais 34 vagas ao todo: dez para este ano e 24 para 2018.

Saiba mais:
Confira a portaria 

Do total no País, 1,2 mil vagas são para contratação de docentes e 700 para cargos técnico-administrativos. Segundo o MEC, a medida visa a recompor, em parte, o quadro de servidores necessário para atender às quatro universidades mais novas, criadas em 2013; a expansão referente aos cursos de medicina (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)); a ampliação de campi; e a regularização de deficit de técnico administrativos decorrentes de decisões judiciais.

A efetivação da ampliação de vagas previstas para o ano de 2018 dependerá ainda de confirmação orçamentária pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Segundo o MEC, a última liberação de vagas de docentes ocorreu em agosto de 2015, quando foram autorizadas 880 vagas para contratação no âmbito do programa de ampliação dos cursos de medicina. No caso do quadro técnico-administrativo, a última liberação de vagas havia sido em abril de 2014.

Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude
Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e JuventudeFoto: Google Maps

As inscrições para a seleção simplificada visando a contratação temporária de 172 profissionais para atuação na Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) terminam na próxima segunda-feira (23). São 35 vagas para nível superior, oito de nível técnico e 129 de nível médio para atuação nos Serviços de Acolhimentos Institucionais do Governo do Estado. Os salários variam entre R$ 1 mil e R$ 3,8 mil.

As vagas são para atuação no Recife e Região Metropolitana, além do município de Garanhuns, no Agreste do Estado. As inscrições custam R$ 40 (nível médio e técnico) e R$ 60 (nível superior). A seleção será feita em uma única etapa, por meio da análise da experiência profissional e dos títulos dos interessados.

Os contratos serão temporários, com duração de 12 meses, prorrogáveis por igual período até o máximo de seis anos. Há vagas nas áreas de advocacia, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, psicologia, terapia ocupacional e gestão social, além de técnicos de enfermagem e educador social. Para participar da seleção, é preciso preencher um formulário e enviar documentos, de forma eletrônica, através do site do Instituto Darwin. O resultado final deve ser divulgado no dia 21 de novembro.

TJPE
TJPEFoto: Arquivo Folha

Após a polêmica envolvendo o concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), realizado no último domingo (15), o órgão se posicionou, por meio de nota, na manhã desta terça-feira (17). O Tribunal explicou o processo licitatório que resultou na contratação do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) - banca organizadora do certame - e garantiu que "não tolerará irregularidades de qualquer ordem no concurso".

Segundo o TJPE, caso seja comprovada alguma irregularidade, o Tribunal tomará as medidas adequadas à situação. Segundo o órgão, questionamentos e críticas sobre a logística de realização do concurso podem ser encaminhados ao IBFC, por meio do Serviço de Atendimento ao Candidato, no telefone: (11) 4788-1430, de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h, considerado horário de Brasília.

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Caso julgue necessário, o candidato também pode interpor recurso junto à empresa com relação às provas, das 9h desta terça (17) até as 16h da quarta-feira (18), também respeitado o horário de Brasília, através da aba “Recursos” disponível no site do IBFC.

Mais de 129 mil candidatos fizeram as provas do concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Os exames foram alvo de críticas pelos candidatos e até pelos professores de cursinhos. Entre as críticas relatadas pelos candidatos está a folha de redação com verso no gabarito, bancas apertadas, apenas um tipo de prova, salas lotadas e fiscalização precária. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou, neste terça, que recebeu as denúncias e que elas estão sob análise.

Confira trecho da nota:

O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) foi selecionado para realizar as provas do concurso público para servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) por meio de processo licitatório em conformidade com a Lei 8.666/1993 e sob orientação de normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A empresa atendeu a todos os itens estabelecidos no edital de licitação, sendo, por esse motivo, habilitada para a realização do certame. ​ 

Detalhe do edital do TJPE
Detalhe do edital do TJPEFoto: reprodução

Mais de 129 mil candidatos fizeram as provas do concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) no último domingo (15). Os exames, que foram realizados nos turnos da manhã e da tarde pela banca organizadora do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), foram alvo de críticas pelos candidatos e até pelos professores de cursinhos.

O professor de direito Alexandre Nápoles Filho defendeu que a prova tem que ser anulada. Segundo ele, a folha da redação estava no verso do gabarito, que possuía todas as informações do candidato. "A prova elaborada pela banca da IBFC tem que ser anulada. Isso permite a identificação do candidato pelo examinador e viola o previsto no item 9.2.10 do próprio edital da banca", diz publicação do professor em uma rede social.

No item 9.2.10 do edital diz que "A Folha de Resposta para a Prova Discursiva não permitirá qualquer identificação do candidato, pela comissão de correção, na parte destinada à dissertação, garantindo o sigilo do autor". O professor Alexandre Nápoles classificou o ato como desrespeito. "Um total desrespeito com milhares de candidatos que investiram alto e se dedicaram profundamente", comentou.

A candidata Widma Sandrelly relatou que, no local em que ela realizou a prova, não tinha detector de metal. “Não tinha nenhum tipo de detector no prédio que fiz. Nem no banheiro”, comentou Widma, que fez a prova no Centro Universitário Brasileiro (Unibra), no bairro da Boa Vista, na área Central do Recife. Ela também informou que a prova começou com mais de 15 minutos de atraso. "Tinha muita gente para entrar no local de prova e atrasou bastante”, comentou Widma, que também apontou problemas em algumas questões da prova. “Tinha uma questão que o assunto não estava no edital”, disse.

Nas redes sociais, candidatos relataram outros problemas: bancas apertadas, lotações nas salas e apenas um tipo de prova. As pessoas acreditam que esses problemas facilitam que alguns candidatos troquem informações entre eles. “Tinha gente que se conhecia e sentava um ao lado do outro. Na sala que fiz, só tinha um fiscal e ele não tinha condições de dar conta, sozinho, de mais de 40 pessoas”, comentou um candidato que preferiu não se identificar.

O Espaço Heber Vieira anunciou que servirá de ponto de apoio aos candidatos que se sentirem lesados. Na secretaria do curso, há um documento formal pedindo a anulação do certame. As assinaturas serão recolhidas até o meio-dia desta terça-feira (17). O Espaço Jurídico informou que também está na defesa da lisura da aplicação do certame e disse que vai disponibilizar as duas unidades para recolhimento de requerimentos administrativos que serão encaminhados para o Tribunal de Justiça de Pernambuco.

“Gostaríamos de registrar também nossa confiança no Tribunal de Justiça de Pernambuco, Corte que se caracteriza pela seriedade e elevado conceito no âmbito nacional e que, confiamos, oferecerá resposta adequada às alegações dos candidatos”, diz o Espaço Jurídico. O curso vai receber os requerimentos até o sábado (20). “Acreditamos que, no momento, precisamos focar no auxílio à elaboração dos recursos o quais tem prazo de interposição até a próxima quarta-feira”.

Ao todo, 179.046 se inscreveram no concurso, mas 49.214 não compareceram para realizar as provas, o que corresponde ao índice de 27,49% de abstenção. Os candidatos concorrem a 109 vagas, além de cadastro de reserva, para os cargos de técnico judiciário, analista judiciário e oficial de justiça. Das vagas ofertadas, 60 são para técnicos de nível médio e 49 para analistas de nível superior.

MPPE
Problemas que atingem todos os candidatos ou um concurso como um todo devem ser manifestados ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A assessoria do MPPE informou que quem constatou irregularidades deve registrar a manifestação no site www.mppe.mp.br, menu Fale Conosco ou no Cadastrar Manifestação. Após o cadastro da manifestação, será emitido um protocolo para que o candidato acompanhe o processo.

TJPE
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), mas informou que não foi notificado sobre qualquer problema na seleção.

Movimentação
A movimentação de candidatos em torno dos locais de prova foi intensa. No bairro da Boa Vista, por exemplo, houve congestionamento antes e depois da prova. A estudante Widma Sandrelly mora em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e precisou terminar o percurso a pé.

“Em dia de semana, passo 50 minutos para chegar até a Unibra. No dia do concurso, passei 1h10 dentro do carro e ainda estava longe de chegar ao local da prova. Preferi descer nas imediações do Hospital da Restauração e terminar o percurso a pé”, comentou ela, que também relatou dificuldades ao deixar o local de prova. “O trânsito estava absurdo e nem tinha fiscalização”.

Provas
ProvasFoto: Divulgação

As questões e os gabaritos das provas do concurso público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) serão divulgados às 11h desta segunda-feira (16), no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). Neste domingo (15) foram aplicadas as provas objetiva e discursiva do concurso em diversas regiões do Estado.

Dos 179.046 inscritos, 49.214 não compareceram para realizar as provas, o que corresponde ao índice de 27,49% de abstenção.

Os inscritos concorrem a 109 vagas, além de cadastro de reserva, para os cargos de técnico judiciário, analista judiciário e oficial de justiça. Das vagas ofertadas, 60 são para técnicos de nível médio e 49 para analistas de nível superior.

Tribunal de Justiça de Pernambuco
Tribunal de Justiça de PernambucoFoto: Gabi Albuquerque/Arquivo Folha

O concurso público para servidor público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) acontece, neste domingo (15), em diversas regiões do Estado. Quase 180 mil inscritos disputam 109 vagas, além de cadastro de reserva, para os cargos de técnico judiciário, analista judiciário e oficial de justiça. Das vagas ofertadas, 60 são para técnicos de nível médio e 49 para analistas de nível superior.

Para quem foi fazer as provas do cargo de analista judiciário, os portões foram abertos às 7h30 e fechados às 8h30, com início dos exames previsto para as 8h45. No caso de candidatos aos cargos de técnico judiciário ou oficial de justiça, os portões abriram às 13h45 e fecharam às 14h45. Para esses, as provas foram aplicadas às 15h.

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As provas têm duração de até quatro horas, incluindo tempo para leitura de instruções, coleta de impressão digital e preenchimentos dos cartões de resposta. As avaliações foram realizadas de acordo com o horário local. Para as etapas restantes, prevalece o horário oficial de Brasília (que aderiu ao horário de verão).

Conforme a legislação, 5% do total de vagas estão destinadas a pessoas com deficiência e 20% para negros.

Congestionamento
A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) informou à reportagem que nenhum esquema especial foi montado para o concurso. De fato, o trânsito próximo aos locais de prova ficou bastante congestionado, exigindo dos motoristas paciência. Na altura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), por exemplo, não foi visto nenhum agente da no começo da tarde, próximo à hora de chegada dos candidatos. 

O novo plenário da Alepe
O novo plenário da AlepeFoto: Rafael Furtado

A Assembleia Legislativa (Alepe) aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei (PL) 1585/2017, de autoria do Poder Executivo. A matéria ampliou para dois mil o número de vagas do concurso para agente penitenciário, que já teve a primeira fa­­se, a prova escrita, realizada. Pe­­lo que era previsto no edital, o certame só teria 85 vagas, mas, com o PL, um número maior de aprovados será chamado. O texto ainda será votado novamente na Casa.

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Segundo a Liderança do Governo na Alepe, chamar mais agentes é essencial diante da projeção de abertura sete mil novas vagas para deten­­tos no sistema prisional. Até 2018, devem ser concluídos o Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga e o Complexo de Araçoiaba. Atualmente, há apenas 1,5 mil agentes para 29 mil presos.

O certame para novos servidores, aberto no primeiro semestre deste ano, teve oito mil candidatos. O tex­­to estabelece que 1,7 mil serão para agentes masculinos, e 300, para agentes femininas. A remuneração será de R$ 3.872,82.

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