Para técnico, missão de tirar o time do Z4 "beira à loucura"
Para técnico, missão de tirar o time do Z4 "beira à loucura"Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco/Folhapress

A meta do técnico Roberto Fernandes para as últimas dez rodadas do Náutico na Série B 2017 não foi atingida. Assim que desembarcou no clube, o treinador revelou qual era sua projeção para o segundo turno da competição. Com 20 rodadas a serem disputadas na ocasião, ele lançou a seguinte previsão: após as 10 primeiras, o Timbu precisaria baixar a diferença para sair da zona de rebaixamento para, no máximo, quatro pontos - na época, os pernambucanos estavam na última colocação, com 11, estando com 10 a menos que o Brasil de Pelotas, 16º. Olhando para a tabela após a 28ª rodada, a situação do Alvirrubro está ainda pior.

Nos primeiros 10 jogos com o Náutico, Roberto Fernandes teve quatro vitórias e seis derrotas. Todos os triunfos foram conquistados em casa, contra Luverdense, Figueirense, Brasil de Pelotas e Boa Esporte. Com essa campanha, o máximo que o Timbu ficou de sair do Z4 foi na 23ª rodada. Ao término dos confrontos, os pernambucanos estavam em 19º, com 20 pontos, cinco a menos que o Goiás, então 16º.

Para conseguir fugir da queda, o treinador cita regularmente uma lembrança do que para ele foi o melhor jogo do Náutico na temporada. A postura na vitória por 2x0 diante do Figueirense, na Arena de Pernambuco, pela 20ª rodada da Série B, é considerada o exemplo de como o Timbu pode se safar da Série C.

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Primeiro, o Timbu teve mais posse de bola (62%), encurralando o adversário com mais chutes a gol e escanteios. Só não conseguiu um placar elástico porque o goleiro Saulo fez grandes defesas. Desde então os alvirrubros nunca mais repetiram o mesmo volume de jogo.

Jefferson praticamente não trabalhou na partida. Seguros na defesa, Breno Calixto e Feliphe Gabriel ajudaram ofensivamente - Breno deu passe para o gol de William. No meio-campo, Giovanni foi o “cara” e fez sua melhor partida com a camisa alvirrubra. Marcou um gol, municiou o ataque e deixou a impressão que poderia chamar a responsabilidade nas horas difíceis. Era o “substituto técnico” de Erick. Mas o meia tem encontrando dificuldade tanto para armar o time como para ser o homem-surpresa na frente.

Já William estreou com gol. Aos 34 anos, o centroavante era a esperança do time para melhorar o desempenho ofensivo. As lesões, porém, tiraram a possibilidade de uma sequência de jogos. Sem falar que outras opções do setor, como Rafael Oliveira, Gilmar e Vinícius, estão fora da temporada.

Roberto jamais conseguiu repetir a escalação daquele jogo - Erick, por exemplo, foi embora para o Braga/POR. Aquele desempenho diante do Figueirense, por enquanto, é uma exceção à regra.

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