Luciano Vasquez e Tadeu Alencar durante o Fórum Nordeste 2017
Luciano Vasquez e Tadeu Alencar durante o Fórum Nordeste 2017Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) afirmou, na manhã desta segunda-feira (25), que a segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer (PMDB) é igualmente grave. O parlamentar também defendeu que a Casa dê uma demonstração “de compromisso com a verdade”.

A Câmara tenta novamente nesta segunda-feira realizar a leitura em plenário da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista. A primeira tentativa foi na sexta-feira (22), mas apenas dois dos 513 deputados estavam presentes.

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O socialista, que participa do Fórum Nordeste 2017, disse que, neste segundo momento, pretende se comportar da mesma forma quando da primeira denúncia contra o peemedebista. “Vamos discutir o mérito dessa denúncia para que o Parlamento se pronuncie de forma qualificada”, disse.

Mendonça Filho (DEM), Eduardo de Queiroz Monteiro e Fernando Filho (PSB)
Mendonça Filho (DEM), Eduardo de Queiroz Monteiro e Fernando Filho (PSB)Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Os dissidentes do PSB são a principal aposta do DEM para reforçar seus quadros para 2018. A esperança foi reforçada nos discursos dos ministros Mendonça Filho (DEM) e Fernando Filho (PSB). A maior fonte será dos dissidentes do PSB que deverão migrar em massa para a legenda. As conversas já estão praticamente certas para a migração dos socialistas do Maranhão, Piauí e Ceará, mas as fileiras ainda podem engrossar.

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Presidente estadual do DEM, Mendonça Filho acredita que a legenda deve saltar de 31 parlamentares para mais de 40. A expectativa é que a situação seja definida após a aprovação da reforma eleitora no Congresso.

Um dos insatisfeitos nas hostes socialista, Fernando Filho afirma que "boa parte do PSB sinaliza ir para o DEM quando abrir a janela partidária". O próprio auxiliar ministerial é um deles. Na última quinta-feira, em meio a briga entre PMDB e DEM por filiações no congresso, o socialista conversou com Maia sobre as possibilidades partidárias. O diálogo é permanente entre eles. "Vamos aguardar a janela legal", afirmou Filho, despistando sobre seu futuro partidário, durante o Fórum Nordeste 2017. Confira a cobertura do Fórum no hotsite.

Já Mendonça Filho afirmou que a legenda aguarda a aprovação da reforma eleitoral para consolidar o crescimento da sigla. "Há um processo natural que já está praticamente consolidado. Esse processo a rigor acontece há alguns meses, estamos aguardando a legislação eleitoral para avançar no entendimento com parte da bancada do PSB que já manifestou sua intenção de deixar o partido. É um processo natural", disse Mendonça.

Ministro das Cidades, Bruno Araújo, no Fórum Nordeste 2017
Ministro das Cidades, Bruno Araújo, no Fórum Nordeste 2017Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Diante do imbróglio provocado pela filiação do senador Fernando Bezerra Coelho no PMDB de Pernambuco, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), afirmou que o efeito maior da migração do ex-socialista se dá no campo governista e não na oposição. Apesar do racha instalado na legenda peemedebista, o auxiliar ministerial defende que a base do governador Paulo Câmara (PSB) sai mais afetada porque ele deixará de contar com o maior tempo de televisão da Frente Popular provocando uma baixa no projeto de reeleição do gestor. Em relação à disputa interna no PMDB, o tucano preferiu não se manifestar.

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"Essa é uma questão interna a ser tratada pelo PMDB. Mas eu acho que é o inverso. Um eventual impacto é maior no campo da ala governista, que contava como absolutamente certo o tempo de televisão do PMDB. Significa que há duvidas em relação a isso agora, que vai levar um tempo para ser ter clareza de como vai se chegar a uma posição a termo dessa questão. Mas no momento, independente do impacto que possa causar na eleição estadual, seja uma eventual candidatura de oposição ou na ala do governo, é uma questão interna que nós temos que respeitar. Ser discutida no próprio fórum do PMDB”, afirmou o ministro sobre os impactos nos planos da oposição no Estado.

O ministro, que participa do Fórum Nordeste 2017, na Arcádia do Paço Alfândega, no Bairro do Recife, relatou que o grupo oposicionista continuará a discussão sobre construção de um projeto alternativo para 2018. No entanto, ele afirmou que não há avanços em relação ao estabelecimento de nomes. Confira a cobertura do Fórum no hotsite.

O governador Paulo Câmara (PSB), o governador de Alagoas, Renan Filo (PMDB), e o prefeito Geraldo Julio (PSB)
O governador Paulo Câmara (PSB), o governador de Alagoas, Renan Filo (PMDB), e o prefeito Geraldo Julio (PSB)Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O governador de Alagoas, Renan filho (PMDB), manifestou solidariedade ao PMDB de Pernambuco sobre o processo de intervenção da direção nacional no Estado. O chefe do Executivo estadual afirmou que a medida não condiz com a tradição da legenda e causa preocupação às lideranças da agremiação. Filho revelou que teve uma conversa recente com o presidente estadual do PMDB, Raul Henry, e manifestou sua solidariedade diante do processo de intervenção.

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"Posso dizer é que o PMDB não tem tradição de intervencionismo. Aliás, o PMDB é um partido diverso. E por isso ele chegou onde ele chegou. Pela sua capacidade de compreender os momentos políticos, de aceitar o contraditório e de em meio a pensamentos diferentes buscar caminhos para o País. Um partido que exige um caminho único é sempre um partido estreito no sentido político da palavra", disse o governador de Alagoas.

O governador e o seu pai, o senador Renan Calheiros (PMDB –AL), fazem forte oposição interna ao governo Temer e também são vistos como possíveis alvos de retaliação pelo PMDB nacional.

"Eu conversei com Raul Henry. Fui deputado com ele. Ele me telefonou, manifestou a sua preocupação com relação ao que está ocorrendo e eu acho que o Raul é um dos grandes quadros que esse partido tem. Foi deputado federal, é uma figura muito densa intelectualmente, que tem representatividade política. Portanto, o processo, a meu ver, não deveria ser assim", explicou.

Renan Filho participa, nesta segunda-feira (25), do Fórum Nordeste 2017, na Arcádia do Paço Alfândega, no Bairro do Recife. Confira a cobertura do Fórum no hotsite.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), e o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro
O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), e o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz MonteiroFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O Fórum Nordeste 2017, que acontece nesta segunda-feira (25), reúne nomes da política de Pernambuco e de outros Estados. Marcam presença no evento o governador Paulo Câmara (PSB), o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), além dos ministros Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Filho (Minas e Energia). Confira a cobertura do Fórum no hotsite.

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Também se fazem presentes o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), e de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB). Além do vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB) e do ex-prefeito do Recife Joaquim Francisco (PSDB).

Os deputados estaduais Antônio Moraes (PSDB), Silvio Costa Filho (PRB), Aluisio Lessa (PSB), José Maurício (PP); os deputados federais Fernando Monteiro (PP), Severino Ninho (PSB), Luciano Bivar (PSL), João Fernando Coutinho (PSB) e Tadeu Alencar (PSB) também estão presentes.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), enviou uma mensagem ao Fórum Nordeste 2017 por meio de vídeo.

O evento trará painéis temáticos capitaneados por especialistas e autoridades dos setores energéticos e de combustíveis. O RenovaBio é um dos temas centrais junto com os desafios ambientes na geração de energia.

Paulo Câmara articulou o debate entre os gestores estaduais
Paulo Câmara articulou o debate entre os gestores estaduaisFoto: Maria Nilo/Folha de Pernambuco

Combustível que inflamou o embate entre governo e oposição nos últimos dias, a segurança será tema de reunião dos governadores brasileiros, prevista para o dia 27 de outubro. O encontro é mais uma iniciativa do Fórum Nacional dos Governadores e será sediado na residência oficial do governo do Distrito Federal, que terá como anfitrião o governador Rodrigo Rollemberg.

A ideia foi articulada durante a entrega do Prêmio CLP: Excelência em Competitividade em Educação, em São Paulo. O governador Paulo Câmara tratou da realização do debate junto a outros gestores estaduais presentes no evento. O tema se tornou um desafio comum dos administradores dos estados brasileiros, que desejam reforçar as cobranças ao governo federal.

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Durante encontro em maio deste ano, os governadores do Nordeste já haviam assinado uma carta cobrando apoio do Palácio do Planalto para reforçar a segurança pública dos estados. Entre as propostas, os gestores estaduais sugeriram a criação de um Plano Nacional de Segurança para reforçar o aparelhamento das polícias estaduais, aplicar os presídios federais de segurança máxima e iniciar uma ampla discussão com os demais poderes sobre o bloqueio de celular nos presídios do País. As medidas deverão voltar a ser defendidas pelos administradores nordestinos no encontro do próximo mês.

No entanto, os gestores se resentem pela ausência de respostas. As cobranças e sugestões ao Executivo Federal são feitas desde o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas sem nenhuma resposta efetiva do Palácio do Planalto. Uma situação nada diferente da enfrentada no governo Temer hoje. Em junho deste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) chegou a anunciar um Plano Nacional de Segurança, que começava pelo Rio de Janeiro, mas pouco se avançou desde a apresentação.

Polêmica
Enquanto no plano federal não há avanços concretos no debate sobre segurança, o tema virou mote de troca de cobranças entre governo e oposição. No início da semana passada, uma comitiva de seis parlamentares da oposição foi ao Palácio das Princesas para protocolar um pedido de intervenção das Forças Armadas em Pernambuco.

Na ocasião, o governador Paulo Câmara estava em São Paulo, justamente no encontro onde tratou sobre o encontro nacional. No dia seguinte, o socialista classificou a iniciativa dos antagonistas como eleitoreira e garantiu que manteria o foco em questões estratégicas no combate à violência no Estado

Henrique Mariano
Henrique MarianoFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Antônio Henrique Pereira Neto, o padre Antônio. Reconhecido como uma pessoa "inimiga da violência" e “extremamente generoso”. Um homem “inteligente e culto”, que à época, atuava como auxiliar do então arcebispo dom Hélder Câmara, o "Dom da Paz", ou "bispo vermelho", para os favoráveis ao Regime Militar.

Não havia conhecimento de que o sacerdote recebia remuneração pelo trabalho de evangelização, tampouco se tinha coloração partidária. Era, em resumo, “uma boa pessoa”. Na noite do dia 26 de maio de 1969, última vez em que foi visto vivo, após sair de uma reunião com pais e alunos, no Largo do Parnamirim, no Recife, entrou numa Rural Willys verde e branca, acompanhado por dois homens.

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Na manhã do dia seguinte, seu corpo foi encontrado em um matagal, na Cidade Universitária, com marcas de forte tortura e execução. Foram três disparos de arma de fogo, diretos na cabeça. De acordo com os registros, “atiraram na vítima pelo gosto de atirar no corpo humano caído”, uma vez que, de tão ferido pela tortura, bastava apenas um para matá-lo.

Do relato, fica uma questão: mesmo diante de uma vida aparentemente exemplar, por que uma morte tão cruel?

Foram essas e outras perguntas que, desde a sua criação, em 1º de junho de 2012, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC), trabalhou para fornecer à sociedade e familiares as respostas. O grupo, após cinco anos de intensa pesquisa, fará a entrega do relatório final das atividades. O documento será, oficialmente, lançado nesta segunda-feira (25), às 15h, durante solenidade no Palácio do Governo, com participação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

Documento
Ao todo, 51 casos foram investigados. Dentre eles, os emblemáticos do padre Antônio Henrique e o de Natália Alves, brutalmente assassinada e estuprada por agentes do Estado.

O documento, dividido em dois volumes, o primeiro com 405 páginas e o segundo com 442, detalha o perfil das vítimas e as condições das mortes. Além de identificar autores e debruçar sobre documentos, muitos deles classificados como como secretos e confidenciais do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), a fim de obter as conclusões.

“Os resultados são diversos. O trabalho analisou 51 casos de relatoria e apresenta toda a construção histórica da política de Pernambuco e de pernambucanos que foram perseguidos durante o regime da ditadura em Pernambuco ou fora do Estado”, declarou Henrique Mariano, secretário-geral da CEMVDHC e relator da investigação do padre Antônio.

Neste caso em particular, Mariano relata que na versão oficial, “divulgada na época pelo Governo do Estado”, o crime foi classificado como de “motivação comum”. E que desde o ocorrido, em 1969, o inquérito do caso do assassinato de padre Henrique foi arquivado e reaberto inúmeras vezes.

E só após ter a investigação reiniciada pela comissão, “ficou apontada a participação de membros da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco e a motivação política”.

Henrique Mariano ressalta que o trabalho tem “imenso valor histórico, mas a comissão não tem a prerrogativa de julgar nem processar”, no entanto, “esse relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), cabendo ao órgão dar conveniência ou não, entrando com as ações criminais”.

Paulo Câmera assina ao lado do Ministro dos Transportes, Maurício Quintella, ordem de serviço da BR-101
Paulo Câmera assina ao lado do Ministro dos Transportes, Maurício Quintella, ordem de serviço da BR-101Foto: Maria Nilo/Folha de Pernambuco

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O embate político entre o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), e o secretário estadual dos Transportes, Sebastião Oliveira (PR), se refletiu no ato de assinatura da ordem de serviço da BR-101, nesta sexta-feira (22). A obra foi alvo de troca de acusações nesta semana, quando o gestor municipal criticou a pasta comandada pelo correligionário pelo fato da recuperação da estrada ter sido iniciada em Paulista, e não em seu município, ponto que, segundo ele, está mais “degradado” e “crítico”. Apesar de convidado, Ferreira faltou ao evento no Palácio do Campo das Princesas, em um gesto que deixou a impressão de resquícios da insatisfação.

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Nos discursos das lideranças, as críticas feitas pelo prefeito foram minimizadas e a escolha foi tratada como uma decisão técnica. "O prefeito sempre quer o melhor para o seu município. Eu entendo o lado dele, mas estamos trabalhando por Jaboatão dos Guararapes, estamos estudando a possibilidade de trazer um viaduto para o município, ajudamos de forma emergencial a cidade nas enchentes. Mas agora foi uma decisão da empresa contratada. A contratação foi feita por um preço global e quem define por onde a obra vai começar, o preço contratado e a data prevista é a empresa. Não é o ministro, governador ou secretário", afirmou o ministro Maurício Quintella (PR). Durante o ato, o ministro não poupou elogios a Sebastião Oliveira, que alimenta uma rivalidade interna com Ferreira.

O governador Paulo Câmara (PSB) também saiu em defesa da escolha. Segundo ele, as equipes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PE) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) são responsáveis por estudos técnicos que orientam a escolha. "Respeito muito o prefeito Anderson Ferreira, mas na hora de definir temos que considerar a parte técnica", disse.

A reportagem procurou o prefeito Anderson Ferreira para justificar sua ausência, mas ele não foi encontrado. Sem o gestor jaboatonense, outros prefeitos contemplados com a obra marcaram presença como Junior Matuto (Paulista) e Pastor Marcos (Abreu e Lima) e o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB).

Senador Humberto Costa (PT)
Senador Humberto Costa (PT)Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Líder da oposição ao Governo do presidente Michel Temer no Senado, Humberto Costa denunciou, nesta sexta-feira (22) o que avalia ser uma nova tentativa do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de tentar esvaziar a Hemobras.

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Na nota, o senador petista lembrou que o ministro Ricardo Barros, recentemente, tentou levar o Ministério da Saúde a intermediar um acordo de transferência de tecnologia entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), vinculado ao governo daquele Estado, e a empresa Octopharma, com a finalidade de instalar uma unidade de produção daquele fator na cidade paranaense de Maringá, sua base eleitoral. 

Tal medida foi imediatamente rechaçada pela bancada federal de Pernambuco, tendo em conta que a Hemobras, localizada em Goiana, já recebeu investimentos superiores a R$ 1 bilhão e seria absolutamente inviabilizada por uma concorrência na área do Fator VIII Recombinante, tendo em conta que o mercado brasileiro não comporta duas fábricas dessa natureza.

Em nota, Humberto aponta que Acordo de Transferência de Tecnologia para Obtenção de Hemoderivados e Hemocomponentes, publicado no Diário Oficial do Paraná desta sexta-feira (22), é uma prova do que denuncia.

O acordo, firmado diretamente entre o Tecpar e a Octopharma, tem o objeto de regular um projeto de transferência de tecnologia para o fracionamento e inativação viral do plasma sanguíneo e produção do Fator VIII Recombinante não modificado em células humanas para obtenção de hemoderivados e hemocomponentes.

“Nesse sentido, quero denunciar mais um ataque violento contra a fábrica da Hemobras, com o claro propósito político-eleitoral de retaliar Pernambuco e inviabilizar a nossa unidade em Goiana, em benefício do Estado do ministro da Saúde”, afirmou o senador, na nota.

Por fim, Humberto Costa informou estar contatando a bancada federal pernambucana para que todos se unam “contra essa nova e desleal investida contra a Hemobras”.

Casas em Barreiros serão entregues na próxima segunda
Casas em Barreiros serão entregues na próxima segundaFoto: Divulgação

Desalojadas nas enchentes de maio passado, 105 famílias de Barreiros receberão as chaves das casas próprias, construídas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Habitação do Estado, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. As famílias foram assistidas pelo Governo do Estado, através da Operação Prontidão.

A solenidade de entrega das 105 unidades habitacionais da Fazenda Santa Clara II será no próprio empreendimento, às 15h, e contará com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, o secretário estadual da Habitação, Kaio Maniçoba, representantes da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura de Barreiros.

Com a entrega destas 105 casas, o Governo do Estado acaba com o número de desalojados no município da Mata Sul que, no mês de maio deste ano, foi devastado pelas fortes chuvas. A Operação Prontidão - força-tarefa criada pelo governador Paulo Câmara para enfrentar os impactos da enchente – atuou na recomposição das cidades e no gerenciamento dos desabrigados e desalojados.

Além de ceder o terreno para a construção das casas em Barreiros, a Secretaria de Habitação, por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), ainda coordenou o trabalho social.

Equipes da Cehab acompanharam as famílias nas vistorias técnicas e no ato da assinatura do contrato. As famílias beneficiadas receberão apoio das equipes do social do Governo do Estado por 12 meses, a contar da data de entrega das unidades.

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